The Prague Post - Especialistas da ONU acusam 54 autoridades da Nicarágua de graves 'crimes' contra os direitos humanos

EUR -
AED 4.025463
AFN 78.167263
ALL 98.12143
AMD 428.757986
ANG 1.961978
AOA 1003.890567
ARS 1175.713524
AUD 1.813886
AWG 1.97271
AZN 1.867466
BAM 1.936199
BBD 2.20454
BDT 132.676823
BGN 1.958043
BHD 0.412787
BIF 3245.627521
BMD 1.09595
BND 1.459914
BOB 7.546156
BRL 6.405394
BSD 1.091778
BTN 93.147556
BWP 15.205732
BYN 3.573557
BYR 21480.619234
BZD 2.193157
CAD 1.559373
CDF 3148.664634
CHF 0.943954
CLF 0.027517
CLP 1055.952075
CNY 7.980215
CNH 7.994999
COP 4617.818039
CRC 552.257949
CUC 1.09595
CUP 29.042674
CVE 109.162859
CZK 25.256829
DJF 194.772658
DKK 7.461451
DOP 68.94317
DZD 146.132916
EGP 55.406831
ERN 16.439249
ETB 143.898803
FJD 2.537019
FKP 0.835862
GBP 0.850563
GEL 3.01429
GGP 0.835862
GHS 16.972364
GIP 0.835862
GMD 79.061399
GNF 9475.528482
GTQ 8.431346
GYD 229.254251
HKD 8.520633
HNL 28.031641
HRK 7.531044
HTG 143.343408
HUF 399.350875
IDR 18351.104812
ILS 4.100568
IMP 0.835862
INR 93.526347
IQD 1431.866134
IRR 46399.220938
ISK 143.095054
JEP 0.835862
JMD 172.167596
JOD 0.777072
JPY 161.061946
KES 141.638659
KGS 95.010491
KHR 4352.669558
KMF 487.859474
KPW 986.276181
KRW 1590.633299
KWD 0.337131
KYD 0.911348
KZT 550.076373
LAK 23680.10477
LBP 98136.316246
LKR 323.507761
LRD 218.95043
LSL 20.538045
LTL 3.236056
LVL 0.66293
LYD 5.285164
MAD 10.429775
MDL 19.620603
MGA 5076.303289
MKD 61.658793
MMK 2300.996619
MNT 3841.00944
MOP 8.779153
MRU 43.466064
MUR 49.724333
MVR 16.922669
MWK 1898.189804
MXN 22.386696
MYR 4.868891
MZN 70.012133
NAD 20.538045
NGN 1683.513946
NIO 40.281534
NOK 11.790932
NPR 149.712299
NZD 1.95777
OMR 0.421888
PAB 1.09595
PEN 4.018131
PGK 4.500209
PHP 62.527367
PKR 306.85129
PLN 4.192283
PYG 8698.556163
QAR 3.989667
RON 4.936776
RSD 116.170962
RUB 92.150642
RWF 1553.16187
SAR 4.110221
SBD 9.314783
SCR 15.702833
SDG 657.983462
SEK 10.947921
SGD 1.46277
SHP 0.861245
SLE 24.933268
SLL 22981.523891
SOS 624.338542
SRD 40.073149
STD 22683.951476
SVC 9.589967
SYP 14248.902271
SZL 20.538045
THB 37.379899
TJS 11.927797
TMT 3.83338
TND 3.348431
TOP 2.639392
TRY 41.641737
TTD 7.399933
TWD 36.251121
TZS 2908.99992
UAH 45.246584
UGX 4002.449729
USD 1.09595
UYU 46.363411
UZS 14146.542876
VES 76.763752
VND 28281.398907
VUV 135.466285
WST 3.094836
XAF 650.479299
XAG 0.037037
XAU 0.000361
XCD 2.967025
XDR 0.826303
XOF 650.479299
XPF 119.331742
YER 269.477062
ZAR 20.929909
ZMK 9864.868719
ZMW 30.641924
ZWL 352.89544
Especialistas da ONU acusam 54 autoridades da Nicarágua de graves 'crimes' contra os direitos humanos
Especialistas da ONU acusam 54 autoridades da Nicarágua de graves 'crimes' contra os direitos humanos / foto: Jairo CAJINA - El 19 DIGITAL/AFP

Especialistas da ONU acusam 54 autoridades da Nicarágua de graves 'crimes' contra os direitos humanos

Especialistas da ONU identificaram pela primeira vez nesta quinta-feira (3) 54 autoridades nicaraguenses, incluindo militares, policiais, magistrados e deputados, liderados pelos "copresidentes" Daniel Ortega e Rosario Murillo, como responsáveis por "crimes" graves e "repressão sistemática".

Tamanho do texto:

Um relatório do Grupo de Peritos em Direitos Humanos das Nações Unidas para a Nicarágua revelou os nomes daqueles que considera "responsáveis por graves violações de direitos humanos, abusos e crimes que estão alimentando uma campanha de repressão sistemática" no país centro-americano.

Nos últimos sete anos, desempenharam "papéis fundamentais em detenções arbitrárias, tortura, execuções extrajudiciais" e "perseguição da sociedade civil", acrescentou o relatório, divulgado no Panamá e em Genebra.

Ortega, um ex-guerrilheiro de 79 anos que governou a Nicarágua na década de 1980 após o triunfo da revolução sandinista, está no poder desde 2007. Seus críticos o acusam de estabelecer uma "ditadura familiar", junto com sua esposa de Murillo, de 73 anos.

Ambos, que se autodenominaram "copresidentes" em uma recente reforma constitucional, aumentaram seu controle sobre a sociedade nicaraguense após protestos em massa que eclodiram em abril de 2018 e cuja repressão deixou mais de 300 mortos, segundo a ONU.

O relatório "expõe a anatomia de um sistema de governo que transformou cada braço do estado em uma arma contra seu próprio povo", disse Jan-Michael Simon, presidente do grupo de especialistas.

O "regime repressivo" inclui o comandante do Exército, Julio César Avilés; da Polícia, Francisco Díaz; e líderes do Congresso, do Supremo Tribunal de Justiça, do Ministério Público, prefeitos e do partido no poder, Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN, antigo grupo guerrilheiro).

"É um sistema de repressão fortemente coordenado, que se estende da Presidência às autoridades locais", disse Ariela Peralta, especialista do grupo.

- "Roteiro para a justiça" -

Após os protestos de 2018, que o governo considerou uma tentativa de golpe patrocinada pelos Estados Unidos, centenas de milhares de nicaraguenses foram forçados ao exílio.

O governo expulsou e retirou a nacionalidade de cerca de 450 críticos (políticos, padres, jornalistas, escritores, músicos, empresários), dos quais muitos foram presos sob acusações de "traição".

As autoridades fecharam mais de cinquenta meios de comunicação e quase 5.700 ONGs, com confisco em massa de bens.

"Esses não são incidentes aleatórios ou isolados; são parte de uma política de Estado deliberada e bem orquestrada, executada por atores identificáveis por meio de cadeias de comando definidas", acrescentou Peralta.

Reed Brody, outro especialista do grupo, chamou o relatório de "roteiro para a justiça", já que Estados e organizações internacionais "agora têm os nomes, estruturas e evidências necessárias para avançar com a responsabilização".

Este órgão independente, com mandato do Conselho de Direitos Humanos da ONU, apelou à comunidade internacional para que tome medidas "urgentes", incluindo "ações legais e sanções" contra o governo nicaraguense, e para "prestar um maior apoio às vítimas e à sociedade civil".

Com a reforma constitucional em vigor desde fevereiro, Ortega e Murillo assumiram o controle absoluto do Estado, eliminando a independência dos poderes do governo, institucionalizando a retirada da nacionalidade e monitorando a Igreja e a imprensa.

Também criaram uma força de milhares de indivíduos encapuzados para apoiar as forças de segurança.

Um dia após a equipe de especialistas publicar um relatório denunciando o estabelecimento de um "Estado autoritário" por meio dessa reforma, a Nicarágua se retirou do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

P.Svatek--TPP